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Reflexão sobre a engenharia de máquinas marítimas

1º Semestre 2012/13

Matricula: 03/09/2012 - 14/09/2012
Aulas: 10/09/2012 - 21/12/2012 lançamento das notas até 29/12/2012
Interrupção: 22/12/2011 - 31/12/2012 Época de Natal
Exames-Época Normal: 07/01/2012 - 18/01/2012 lançamento das notas até 4 dias após o exame
Inscrição: até 3 dias antes do exame
Exames-Época Recurso: 21/01/2012 - 01/02/2012 lançamento das notas até 4 dias após o exame

2º Semestre 2012/13

Matricula: 07/01/2013 - 31/01/2013
Aulas: 04/02/2013 - 24/05/2013 lançamento das notas até 27/05/2012
Interrupção: 25/03/2013 - 01/04/2013 Época da Páscoa
Exames-Época Normal: 03/06/2013 - 18/06/2013 lançamento das notas até 4 dias após o exame
Inscrição: até 3 dias antes do exame
Exames-Época Recurso: 27/06/2013 - 04/07/2013 lançamento das notas até 4 dias após o exame

Decorreu no passado dia vinte e um de Maio na Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH) uma workshop organizada pelo Departamento de Máquinas Marítimas (DMM) em que se pretendeu efectuar uma reflexão sobre a Engenharia de Máquinas Marítimas (EMM), ao longo do tempo. A constituição do painel de convidados pretendeu contemplar duas vertentes, uma de carácter institucional, com as organizações que tradicionalmente representam no mercado de trabalho os diplomados em EMM e uma outra vertente com ex-alunos da ENIDH (e do DMM) e actuais Engenheiros de Máquinas Marítimas. No âmbito da vertente institucional estiveram presentes a Associação Nacional de Engenheiros Técnicos, o Sindicato dos Engenheiros da Marinha Mercante e o Sindicato dos Oficiais e Engenheiros Maquinistas da Marinha Mercante, representados, respectivamente, pelo Eng.º Augusto Guedes, pelo Eng.º João de Deus Pires e pelo Eng.º Rogério Pinto. Na sua qualidade de ex-alunos estiveram presentes a Eng.ª Luísa Pereira e o Eng.º Miguel Ferro.

Os assuntos debatidos incidiram, tal como se pretendia, num espectro temporal amplo, tendo sido realçada a importância que os diplomados em EMM tiveram no lançamento e no desenvolvimento de diversos sectores industriais do país, muito para além da sua actividade enquanto Oficiais de Máquinas Marítimas a bordo. Uma das razões apontadas para este facto relaciona-se com o sucesso do binómio formação inicial / aquisição de competências profissionais a bordo. A adequação e organização das matérias curriculares e da sua estrutura, conjuntamente com a qualificação do corpo docente que as sustentam, associadas à experiência adquirida em contexto de trabalho, foram referenciados como factores de diferenciação dos Engenheiros de Máquinas Marítimas relativamente a outros profissionais de Engenharia. Estes factores foram ainda enfatizados como razões para a capacidade de adaptação dos EMM nos múltiplos sectores de actividade.

A inevitabilidade da globalização, a que estes profissionais desde sempre se viram associados, muito contribuiu para o delinear das características de um perfil profissional multifacetado e com elevada adaptabilidade.
Sendo reconhecido que a vocação primordial de um aluno que termina a sua licenciatura em EMM é o Mar, é igualmente unânime que existem desde há alguns anos dificuldades no sector dos transportes marítimos, que condicionam largamente a atractividade do mesmo aos recém-licenciados. A redução dos recursos humanos envolvidos neste sector, a situação da frota nacional e a existência de uma maioria de navios em bandeira de conveniência, são apontados como alguns desses factores. Apesar da elevada empregabilidade dos EMM, que se reconhece unanimemente, é de registar com preocupação a qualidade do emprego, designadamente no que se refere à precariedade desse emprego, bem como às condições de trabalho, níveis remuneratórios e segurança social. Este diagnóstico da formação no sector dos transportes marítimos, não é contudo exclusivo nacional, existindo claramente na Europa a consciência da necessidade de minimizar estes factores negativos. Adicionalmente, é reconhecido que o reforço do transporte marítimo de longa e curta distância, poderá contribuir para os necessários equilíbrio e sustentabilidade entre o desenvolvimento económico e o respeito pelo ambiente e observância de condições de segurança. É portanto fundamental que as entidades e organizações competentes se debrucem sobre os problemas existentes na perspectiva da desejável consolidação do designado “cluster” do Mar.

A promoção da internacionalização da ENIDH, bem como a necessidade de um plano estratégico que permita rentabilizar o conhecimento existente e a capacidade instalada para a formação de Engenheiros de Máquinas Marítimas, são considerados vectores fundamentais de desenvolvimento, a prosseguir. O “cluster” do Mar só será uma realidade na sua plenitude, se entre outros aspectos, as suas vertentes formação, investigação e desenvolvimento, forem enquadradas através de políticas expansionistas, que promovendo uma atitude dinâmica na identificação e na exploração de oportunidades de intervenção da ENIDH, possibilitem uma utilização racional dos recursos existentes e das suas qualificações científicas e técnicas.

Amélia Loja
in TR 65; Julho 2008

Fonte: Transportes em Revista


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